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Métodos de prevenção ao uso de drogas usando táticas de choque tem se provado não efetivas, segundo a EUSPR

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Nota da European Society for Prevention Research sobre estratégias de choque para a prevenção ao uso de drogas.

Métodos de prevenção usando táticas de choque tem se provado não efetivas. Ainda assim, estratégias que se baseiam, predominantemente, no fornecimento de informações acerca do perigo do uso de substâncias têm sido comuns na Europa. A Sociedade Europeia para Pesquisa em Prevenção (EUSPR – European Society for Prevention Research) está preocupada com essas “estratégias” de prevenção que vêm sendo disseminadas. É solicitado aos gestores e legisladores que usem a evidência científica de efetividade como critério para expor os jovens a métodos de prevenção e que não gastem dinheiro público em programas altamente comerciais, uma vez que há alternativas melhores e mais baratas.

As chamadas táticas de choque são formas controversas e inefetivas de oferta de informação, basicamente através de imagens fortes sobre as consequências do uso de drogas ou uso de testemunhos (em geral, de ex-usuários de drogas) visando assustar. Além disso, elas podem ser prejudiciais, desencadeando reações opostas ao que se espera, por exemplo, aumentando a disposição em experimentar drogas.

Há consenso científico que evidencia que a falta de informação ou a falta de conhecimento acerca dos perigos do uso de drogas não são fatores de risco que levam ao uso ou a problemas decorrente do uso de drogas. Estudos sobre o efeito de estratégias de prevenção até mostram que táticas de choque e estímulo ao medo podem despertar o interesse pelo uso entre os mais novos que são atraídos pelo risco, perigo e busca de novas sensações.

Um dos exemplos mais comercializado sob esta abordagem é o Trem da Revolução (Revolution Train- https://www.revolutiontrain.cz/en/projekt.php). Trata-se de um trem especialmente equipado que guia adolescentes, de 12 a 17 anos de idade, através de uma exibição itinerante sobre drogas. As crianças e os adolescentes devem experienciar os piores desfechos do uso de substâncias através do apelo de técnicas áudio-visuais. Este é um exemplo de estratégia de prevenção que é contra-eficaz, mas sua tática de venda é construída com base em taxas de satisfação dos participantes e volume de divulgação em detrimento de estudos de efetividade.

A EUSPR pede aos gestores, influenciadores e legisladores de todos os níveis para que usem evidência científica de efetividade como critério na escolha dos métodos de prevenção aos quais os jovens serão submetidos. Disseminação de programas que são prejudiciais para o público-alvo devem ser rejeitados. Ferramentas recentes disponíveis para ajudar a identificar a qualidade das intervenções são: o Currículo Europeu de Prevenção, o registro Xchange e o Portal de Boas Práticas, todos de acesso livre no Centro Europeu de Monitoramento para Drogas e Dependência (EMCDDA) e as Normas Internacionais de Prevenção ao Uso de Drogas das Nações Unidas.

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