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Por que tantas celebridades se envolvem com drogas e álcool?

São cada vez mais comuns os boatos e as notícias sobre o envolvimento de famosos com drogas e bebidas alcoólicas. Entenda por que isso acontece O problema da drogadição atinge a todas as camadas da sociedade, mas se torna mais visível entre ícones por eles serem mais observados. Mas não é só isso. Especialistas apontam outros motivos que fazem com que as chamadas celebridades acabem tendo problemas com o uso excessivo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas.

Segundo o médico José Carlos Vasconcelos, diretor clínico da Clínica Quinta do Sol, que se dedica há 30 anos à orientação e tratamento contra o uso abusivo de álcool e outras drogas, um dos motivos mais visíveis é a ilusão de tornar-se mais criativo. “Muitos artistas se sentem obrigados a demonstrar genialidade, criatividade, dar respostas com frases de efeito, mas nem sempre isso é da natureza da pessoa. Então, muitos se jogam nas bebidas e nas drogas para tentar “liberar” a criatividade”, exemplifica o especialista.

Mas ele alerta que, além de ineficaz, esse é um caminho perigoso. “Se as experiências parecerem libertadoras, podem tornar-se repetitivas e levar a um caminho sem volta da dependência química”, explica. Outro motivo apontado pelo especialista é a frustração que muitos sentem ao perceber que há muitas coisas que o dinheiro não compra. “Deparar-se com a solidão de um quarto de hotel depois de ter sido assediado por muitos fãs provoca em muitas pessoas uma sensação terrível de vazio, o que leva muitos a tentar buscar nas drogas um preenchimento que não vem”, comenta.

O psicólogo Dionísio Banazsewski, que se dedica à questão há mais de 25 anos e que atualmente é consultor da Quinta do Sol, acrescenta: “Muitas ‘celebridades’ ficam deslumbradas com a fama repentina e não sabem lidar com isso. Acompanho muitas histórias de jogadores de futebol, por exemplo, que se viram ricos e famosos do dia para a noite, e acabam achando que usar álcool e drogas é ‘cool’, tem um certo glamour, mas isso tudo é ilusão e, no final das contas, só lhes trazem problemas”, conta. A facilidade de acesso às drogas é outro problema. No falso glamour da fama, o que não falta é gente oferecendo álcool e drogas. “O fato de o álcool ser uma droga socialmente aceita é um problema sério.

A grande maioria das festas é regada a muita bebida alcoólica, o que facilmente leva ao excesso e à busca por outras drogas. A maconha e a cocaína estão entre as mais comuns”, comenta o psicólogo. Os dois especialistas apontam que a pressão social que as chamadas celebridades sofrem também os leva muitas vezes a cair nas drogas. “Eles se sentem na necessidade de aparentar que estão sempre bem – isso é impossível, é um problema”, afirma o médico José Carlos Vasconcelos.

O psicólogo Dionísio completa: “Eles precisam representar diferentes papeis, o que torna difícil – e por vezes frustrante – o reencontro consigo mesmo”. “O álcool e a droga criam uma realidade paralela, aparentemente confortável”, afirma. Exemplo A glamourização do mundo das celebridades tem provocado um grave problema social, na visão dos especialistas. “Essas pessoas estão sempre em evidência e, por isso, são vistas como exemplos por muita gente, especialmente os jovens.

E os ídolos são quase sempre imitados”, diz Vasconcelos. Dionísio destaca como positivo o fato de que muitos artistas e atletas têm buscado tratamento contra o uso abusivo de álcool e outras drogas. Mas ressalta que o cuidado deve ser contínuo. “Todas as semanas vemos notícias sobre celebridades que “venceram” o problema com as drogas. Temos que estar atentos com esse comportamento efusivo de achar que o problema está resolvido. O dependente químico precisa estar em constante acompanhamento, pois, infelizmente, as recaídas são comuns”, alerta.

Sobre a Clínica Quinta do Sol

A Clínica Quinta do Sol está instalada em Curitiba e há mais de 30 anos se dedica ao tratamento contra a dependência química e o alcoolismo. A clínica atende a pacientes de todo o país e conta com profissionais de saúde especializados no tratamento da drogadição, como médicos, psiquiatras, psicanalistas, psicólogos e enfermeiros, entre outros. Além do tratamento de dependentes, a Clínica mantém grupos de orientação e reflexão sobre o uso abusivo de álcool e outras drogas, como Alcoólicos Anônimos, Alanon (para familiares), Alateen (para jovens) e outros.

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